domingo, 28 de dezembro de 2008

Espaço

A abóbada celeste como teto do meu mundo, flutuar e caminhar por entre as nuvens sentindo o vento gelado que carrega gotas de água. Cair, sentir o corpo acelerar, ver o horizonte fazer sua curva.

O mar, flutuar em sua superfície, sentir o toque agradabilíssimo da água. A noção vaga da profundidade de seus abismos, e das criaturas que lá se abrigam. Oceano, com suas revoltas e calmarias, sempre temperamental.

Vastas planícies cobertas pelos raios do sol. Correr de braços abertos na certeza de não encontrar limites. Descer a ribanceira, saltar o riacho. Sentir sob os pés a grama macia depois da chuva.

Tanto espaço, tantos lugares, tão pouco tempo.